Patrimônio 2026

Dados abertos do TSE · 11 eleições · 2006 a 2026

Eles declararam. A gente comparou.

Todo candidato entrega ao TSE a lista dos próprios bens ao registrar a candidatura. Juntamos 20 anos dessas listas, das eleições gerais às municipais em que muitos foram vereadores e prefeitos, cruzamos pelo CPF e corrigimos tudo pela inflação. O que sobra é o ganho patrimonial real de quem vive da política.

Depende de onde você começa a contar

Cada linha compara o patrimônio de 2026 dos deputados federais eleitos em 2022 com o que o mesmo grupo havia declarado numa eleição anterior. Janelas curtas mostram pouco; janelas longas mostram a carreira. A mediana é o deputado do meio: metade ficou acima, metade abaixo.

Eleição de partida Janela Inflação do período Ganho real mediano Acima da inflação Deputados comparáveis

As eleições municipais têm menos deputados comparáveis porque só aparecem ali os que disputaram prefeitura ou vereança naquele ano.

Quem disputa a Presidência

Os candidatos a presidente registrados em 2026 e tudo o que declararam em disputas anteriores, em qualquer cargo. Valores antigos corrigidos pelo IPCA até julho de 2026.

Consulte qualquer candidato

Todos os candidatos de 2026 já publicados pelo TSE, mais os 513 deputados federais eleitos em 2022. Clique em qualquer linha para ver a trajetória completa, eleição por eleição.

Candidato UF Partido Cargo em 2026 Trajetória Base corrigida Declarado 2026 Ganho real Variação real

Declarações que não fecham

0 casos em que o valor declarado para um bem é incompatível com o bem descrito, como carros populares lançados na casa das centenas de milhões. Quase sempre é erro de preenchimento, não riqueza. Ficam fora de todas as estatísticas, mas listamos por transparência.

CandidatoUFCargo em 2026Declarado 2026Motivo da marcação

Metodologia

Tudo aqui é reproduzível a partir de dados públicos. O que o número diz, e o que ele não diz.

Fonte primária. Portal de dados abertos do TSE, conjuntos consulta_cand e bem_candidato, de 11 eleições: as gerais de 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026, e as municipais de 2008, 2012, 2016, 2020 e 2024. Nenhum dado foi digitado à mão.

Por que 2006 é o começo. A declaração de bens ao TSE só está publicada em dados abertos a partir de 2006. Para 1998 e 2002 existe a ficha do candidato, mas não a lista de bens, então não há o que comparar antes disso.

Prefeitos e vereadores entram como histórico. As eleições municipais não elegem ninguém para Brasília, mas a maioria dos candidatos de 2026 passou por elas. Cada disputa municipal é uma declaração de bens a mais na série, e 2024 é a foto mais recente antes de 2026 para quem estava lá.

Como cruzamos. A ligação entre anos é feita pelo CPF, presente em 99,6% ou mais dos registros. A exceção é 2024, o único ano em que o TSE removeu o CPF da base pública: ali o cruzamento foi feito pelo título de eleitor, que está em 100% dos registros, usando um mapa título/CPF construído a partir dos anos que publicam os dois.

Uma armadilha da base. Em 2006 o SQ_CANDIDATO não é único no país: é um sequencial que se repete a cada unidade eleitoral. Somar bens por esse campo sem considerar a unidade eleitoral mistura candidatos de estados diferentes e produz números errados. Aqui a chave usada é sempre a dupla unidade eleitoral e sequencial.

Correção pela inflação. Valores antigos foram trazidos a preços de julho de 2026 pelo IPCA (IBGE, tabela 1737), usando agosto de cada ano eleitoral como referência, que é quando se registra a candidatura. Entre agosto de 2022 e julho de 2026 a inflação acumulada foi de ; desde agosto de 2006, . Quando este site diz que alguém "ganhou", já é ganho acima da inflação.

Escolha do ano-base. O padrão compara 2026 com a eleição anterior de cada candidato, seja ela geral ou municipal. Você pode trocar para a primeira declaração da carreira ou fixar um ano específico. Trocar a base muda bastante o resultado, e é justamente esse o ponto da seção de janelas.

Por que mediana e não média. Uma única declaração bilionária puxa a média do grupo inteiro. A mediana descreve o candidato típico.

Filtro de valores implausíveis. O critério é deliberadamente estreito e só alcança o que é impossível em si mesmo: veículo com preço de mansão, imóvel na casa do bilhão, dinheiro vivo em volume irreal, ou salto acima de cem vezes sobre a declaração anterior já corrigida, num patrimônio acima de R$ 20 milhões. É a assinatura do zero a mais. São 0 casos, listados adiante.

O que não vira motivo para esconder ninguém. Crescer muito não é critério, porque crescimento é justamente o que este site mede. Concentrar o patrimônio num único bem também não: sócio de empresa e produtor rural fazem isso por natureza. E aparecer com nomes diferentes no mesmo CPF muito menos, porque mudar de nome é legítimo e corriqueiro, seja por nome social, casamento ou correção de grafia. Marcar de menos deixa um erro visível na lista; marcar de mais apaga candidato real da consulta pública, o que é pior.

Dívidas mudaram de tratamento em 2026. Pela primeira vez a base aceita lançamentos negativos, usados para declarar dívidas. São 8 registros, e 3 deles de um único deputado, o que sozinho responde pela maior queda patrimonial da lista. Antes de 2026 não há valor negativo algum, então a comparação não é perfeitamente simétrica para quem declarou dívida agora.

Crescer não é crime. Patrimônio sobe por herança, venda de imóvel, valorização de terra, salário do próprio mandato, atividade empresarial anterior e também por simples atualização do valor declarado. Alta acima da inflação é ponto de partida para investigação jornalística, nunca prova de irregularidade.

Valor de aquisição. A maior limitação da base. Um imóvel comprado em 1990 pode continuar declarado pelo preço da época, o que faz o patrimônio real de muitos candidatos ser bem maior que o declarado, e faz algumas variações refletirem apenas uma correção de valor.

Cobertura por eleição. Quantos candidatos do universo deste site têm declaração em cada ano: